Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
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Ser motorista de apps no DF é correr risco de morte! São mais 70 sequestros-relâmpago em 6 meses

Publicada em 08/10/19 às 17:45h - 123 visualizações

por Blog do Carlindo Medeiros


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 (Foto: Blog do Carlindo Medeiros)















Em apenas seis meses, o Distrito Federal já registrou 71 ocorrências policiais de roubo com restrição de liberdade. A RA de Samambaia lidera o número de casos. Todos os dias, de segunda a segunda, durante a madrugada ou mesmo nos horários de pico, milhares de brasilienses entram em seus carros, ativam aplicativos de transporte no celular e deixam suas casas para percorrer o Distrito Federal levando passageiros em busca de melhor a sua renda e outros até como a renda principal. A cada chamado de uma nova corrida, os motoristas logo são tomados pelo medo de morrer, mas precisam trabalhar. O temor desses trabalhadores não é algo em vão, pois os números e indicadores da onda de violência que passou a serem acometido quem trabalhar com os aplicativos de celular desde a criação das empresas do setor é algo aterrorizante.

De acordo com um levantamento feito pela Polícia Civil do DF (PCDF), ao qual onde o site Metrópoles teve acesso, a quantidade de condutores das marcas Uber, 99 e Cabify que já foram vítimas de roubo com restrição de liberdade, ou seja, sequestro-relâmpago, como é popularmente conhecido essa modalidade de crime, saltou de 22 casos em 2017 para 71 isso apenas nos seis primeiros meses deste ano.

Para se ter uma ideia, no primeiro semestre de 2018, foram computadas apenas 14 ocorrências policiais. Na prática, isso significa que, neste ano, todo mês praticamente 12 condutores são sequestrados durante corridas no DF. O balanço expõe a vulnerabilidade de quem depende do trabalho para sobreviver ou encontrou na atividade uma forma de conseguir mais dinheiro ao final do mês e também que alguma coisa não bate com o que o atual governo prega.

 E esses números podem ser ainda mais alarmantes, uma vez que a PCDF disse ao Metrópoles, que não ter recorte específico que aponte o total de motoristas vítimas de outros crimes. À reportagem, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) atribuiu o aumento desses registros ao fato de que os criminosos estariam mantendo os condutores como reféns para evitar que a polícia seja comunicada sobre os delitos.

 Pagamento em dinheiro

O delegado-chefe da Divisão de Repressão ao Sequestro (DRS), Leandro Ritt, por sua vez, defende não haver respaldo das empresas para com os colaboradores. “A partir do momento em que os aplicativos passaram a aceitar pagamento em dinheiro, houve afrouxamento no cadastro dos usuários. Antes, quando se pedia cartão de crédito para fazer a inscrição, não tínhamos esse problema. Atualmente, há uma grande preocupação no cadastro de quem dirige, pedem até o nada consta deles, mas não dos usuários. É um cadastro falho, pois os dados podem ser fraudados”, criticou o policial. No entanto, mostra também que a segurança do Distrito Federal está uma lastima.

Um dos casos mais recentes ocorreu na ultima sexta-feira (04/10/2019), em Ceilândia. Um motorista recebeu chamado para corrida na cidade quando foi surpreendido com anúncio de assalto por um adolescente e um homem ainda não identificados. Após ter o carro levado, o proprietário do veículo acionou a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Diante da denúncia, os policiais rodoviários se posicionaram às margens da BR-070 e, ao perceberem a passagem do automóvel, deram ordem de parada. Mas o condutor, percebendo o acompanhamento tático, aumentou a velocidade e passou a dirigir perigosamente. O criminoso ameaçou inclusive bater na viatura.

Em uma dessas manobras pela Via Estrutural, o assaltante perdeu o controle do carro, saiu da pista e capotou diversas vezes. Um dos ocupantes do veículo foi arremessado cerca de 30 metros e morreu no local. O outro sofreu lesões não aparentes, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Instituto Hospital de Base do DF (IHBDF), onde está internado sob custódia da Polícia Civil.

Veja como ficou o veículo após o acidente:

   Rota do medo

Ceilândia está longe de ser a única rota temida pelos motoristas. O posto de região administrativa mais perigosa para esse grupo de trabalhadores pertence à Samambaia. Sozinha, a cidade computou 32 casos nos seis primeiros meses deste ano, ou seja, 45% de todos os registros. Na sequência, estão Ceilândia, com 11% dos casos, e Taguatinga (8%) – as duas RA’s mais populosas da capital.

Para fugir da violência em Samambaia, motoristas passaram a se precaver. Um dos colaboradores, de 35 anos, afirmou perguntar o destino do passageiro quando o relógio começa a marcar horas mais tardes da noite. “Há lugares que só deixo passageiro, nunca busco. Taguatinga, Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo são alguns. Tentaram roubar meu carro em mais de uma ocasião. Tive que acelerar o máximo antes de me abordarem, fugindo com o passageiro dentro do veículo”, contou sob condição de anonimato.

Na contramão da onda de insegurança, Cruzeiro e Águas Claras, além do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), possuem os menores índices de violência e não contabilizam sequestros desde 2017, quando tiveram apenas uma ocorrência em cada. 

Pode-se concluir, que Brasília e Distrito Federal como um todo é um lugar muito perigoso, ou seja, é uma terra sem segurança, ou melhor, sem governo desde (1) de janeiro de 2019, alias o Brasil não tem governo de (1) de janeiro 2019, em nenhum estado e no país como um todo.

Por: Carlindo Medeiros, Jornalista Registro no MTE nº: 0011123/DF

@carlindomc, #carlindomc, https://www.facebook.com/carlindo.medeiros.35




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Copyright (c) 2019 - Blog do Carlindo Medeiros - Carlindo Medeiros, Formado em Direito, Advogado, Professor de Direito, Formado em Ciência da Computação, Pós-graduado-MBA e Curso de Extensão em Docência para ensino da Matemática. Trazendo informações com Dicas de Direito importantes para o cidadão.