Objetivo é compartilhar dados sobre perfis de turistas e mercados internacionais para acelerar a retomada do turismo em Brasília.


Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) e Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) finalizaram, nesta quinta-feira (13/08), os detalhes finais para um acordo de cooperação técnica na área de inteligência competitiva. O objetivo da parceria é acelerar a retomada do turismo utilizando dados construídos por ambos os órgãos, com perfis dos turistas, demandas e expectativas dos mercados nacionais e internacionais no período pós-pandemia de Covid-19.

Em videoconferência com o coordenador de Inteligência Competitiva e Mercadológica da Embratur, Gentil Venâncio, a secretária Vanessa Mendonça ressaltou a importância da cooperação para a construção de diferentes abordagens junto aos países. “São dados que nos dão mais segurança para estruturar um planejamento para atender os interesses dos turistas neste momento”, afirmou. “É um acordo que vai abastecer nosso grupo de inteligência para trabalhar de forma individual os principais mercados internos e externos de turismo de Brasília”, destacou.

Gentil Venâncio fez uma ampla apresentação tanto dos dados nacionais quanto do Distrito Federal. Segundo pesquisas da Embratur e do Ministério do Turismo, a principal tendência do mercado brasileiro neste momento é o turismo de proximidade e com perfil ecológico. “As pessoas tendem a se deslocar para destinos próximos de suas cidades, a locais menos óbvios, menos movimentados e com uma forte inclinação ao ecoturismo, ao bem-estar e à sustentabilidade”, apontou.

Segundo o coordenador, a formação do banco de dados de inteligência competitiva leva em consideração uma gama complexa e profunda de dados não apenas turísticos, mas socioeconômicos. “Índices como desemprego e fechamento e abertura de negócios ligados ao turismo influenciam no planejamento feito, assim como a própria disposição do turista em viajar, que tipo de eventos está disposto a ir”, disse Gentil Venâncio.

A secretária Vanessa Mendonça lembrou da revolução promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF) desde 2019 no setor de turismo e agradeceu a proximidade da Embratur nos trabalhos realizados. “Brasília estava absolutamente fora do cenário, com participações esporádicas em feiras, sem planejamento algum para captar mercados e nós mudamos isto. Com o apoio da Embratur, nas figuras do presidente Gilson Machado e do diretor de Marketing e Relações Públicas, Osvaldo Matos, tivemos, em 2019, participações muito produtivas nas feiras de Buenos Aires e Londres, trazendo novamente visibilidade à capital federal”, disse ela.

Medidas do GDF, como a redução tarifária da querosene de aviação e a reabertura dos Centros de Atendimento ao Turista (CATs), trouxeram quatro novas rotas internacionais para Brasília e possibilitaram um aumento de 41% no número de turistas de outros países desembarcando na capital. Índices de segurança e infraestrutura, além de um trabalho já estabelecido, segundo Gentil Venâncio, colocam Brasília à frente na retomada. “Destinos consolidados nestes quesitos, como Brasília, serão essenciais na retomada da promoção do Brasil lá fora”, afirmou o coordenador da Embratur.

A participação em feiras internacionais é uma das prioridades da parceria entre Setur-DF e Embratur, que devem iniciar um trabalho conjunto para a Expo Dubai, que aconteceria este ano, mas foi transferida para o segundo semestre de 2021. A agência do governo federal tenta, atualmente, reverter a impossibilidade de divulgação do turismo no exterior determinada pela emergência sanitária decretada em decorrência da pandemia de Covid-19. “Calculamos em pelo menos 50 feiras já canceladas ou adiadas em 2020. Precisamos rever esta impossibilidade, uma vez que Brasil pode cair em esquecimento frente à retomada dos outros destinos”, afirmou Gentil Venâncio.

A Setur-DF também colocou à disposição da Embratur um banco de mídia, com imagens, vídeos e materiais gráficos, além de dados compilados junto ao setor hoteleiro e outras frentes do GDF. “Temos uma das maiores taxas de área verde urbana do mundo, uma estrutura incrível, um patrimônio cultural único, temos gastronomia, ecoturismo e uma série de opções que precisamos que o turista conheça e venha para Brasília”, disse Vanessa Mendonça.
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