A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Divisão de Repressão a Facções Criminosas Difac/Cecor, com o apoio do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público—Nupri/MPDFT), deflagrou, na manhã desta terça-feira (11), a Operação Anastasys. A ação visou o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão para desmantelar um braço de uma organização criminosa, originalmente paulista, que atua dentro e fora dos presídios brasileiros, denominada PCC—Primeiro Comando da Capital. Até o momento, foram presos seis integrantes da facção e dois ainda estão foragidos.

As prisões e buscas ocorreram em Samambaia, Riacho Fundo II/DF, Águas Lindas, Cidade Ocidental e Anápolis, localizadas em Goiás; e em Canto dos Buritis/PI, contando para isso com o apoio das polícias civis dos estados de Goiás e Piauí.
Em meio às buscas nas residências dos faccionadas, foi apreendida grande quantidade de carteiras de identidade falsas e outros documentos, utilizados para a aplicação de estelionatos, além de porções de drogas, um telefone celular, produto de roubo e documentos diversos.
De acordo com a investigação, iniciada há mais de seis meses, a respectiva facção continua esforçando-se para entranhar no Distrito Federal, agora por meio da criação de duas células distintas de atuação, denominadas “Feminina” e “Masculina”, lideradas, respectivamente, de forma independente, por uma mulher e um homem, cuja função de ambos é nominada pelo grupo como Geral do Estado.
A liderança da célula feminina era exercida por uma faccionada— ocupante do cargo de Geral da Feminina—, responsável pela condução das atividades criminosas do núcleo feminino do PCC na capital federal. Ela atuava no recrutamento e seleção de mulheres para integrar a organização, objetivando à formação de um grupo feminino, com força de planejamento e execução de crimes em benefício da organização. Uma integrante desta célula, conhecida como Tókio, já havia sido presa na última quinta-feira (6), por policiais da Cecor, na BR-060, quando tentava fugir para São Paulo em um ônibus.
Na outra parte, o líder da Geral da Masculina é responsável pelo planejamento das atividades do grupo e o controle dos integrantes do PCC — a maioria já identificada pela polícia Civil.
Observou-se, durante a investigação, o início de uma mudança de estratégia de atuação, visando romper as barreiras que, até então, impediam o enraizamento da facção no Distrito Federal. Principalmente a célula masculina tentou implementar algumas medidas para tal desiderato, dentre elas a divisão do DF em territórios de atuação e domínio— leste, oeste, norte e sul—, abrangendo todas as regiões administrativas, comandadas, cada uma, por um integrante, denominado Disciplina. O papel de cada líder regional seria recrutar criminosos locais e convencê-los a se filiar à facção, sendo que, para isso, deveriam passar a obedecer ao rígido código de conduta do grupo criminoso.
Vislumbrou-se, ainda, nas investigações, uma outra nova prática relacionada ao estabelecimento do jogo do bicho em algumas regiões do DF para obter recursos financeiros para o grupo. O ocupante do cargo de Geral do Jogo do Bicho — que comandava esta tarefa— foi preso na Cidade Ocidental/GO.
O resultado das investigações permitiu o indiciamento de 38 membros do PCC, distribuídos em várias funções no DF; e alguns radicados em outras unidades da federação, como Piauí e Goiás, locais onde também foram sendo cumpridas ordens judiciais.
Os investigados foram indiciados pelo crime de organização criminosa e, se condenados, podem pegar penas de 3 a 8 anos de prisão.

Assessoria de Comunicação/DGPC

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PCDF, excelência na investigação