Jair Bolsonaro posa com apoiadores em frente à Catedral de Brasília, em 23 de agosto.SERGIO LIMA 

Investigado por confisco de salário de servidores, Queiroz fez repasses a integrantes do clã presidencial que podem chegar a 450.000 reais em depósitos, pagamento de boletos e mensalidade escolar.

Os 89.000 reais depositados por Fabrício Queiroz e por sua mulher na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro são a ponta do iceberg de uma relação financeira obscura que envolve o clã do presidente da República e o ex-assessor parlamentar ligado a milicianos. Os depósitos para Michelle foram revelados pela revista Crusoé e pela Folha. Mas não é só isso: pagamento de boletos, parcela de apartamentos, mensalidades escolares e até plano de saúde são alguns dos favores feitos por Queiroz para familiares do presidente. No total, o valor repassado por Queiroz a parentes do mandatário pode chegar a quase 450.000 reais, e a origem do dinheiro ainda é um mistério: as autoridades acreditam que se trata de um esquema de rachadinha, uma prática ilegal que consiste no confisco de parte do salário de assessores ―algo que a família sempre negou. O caso é alvo de investigação pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, mas atualmente se encontra suspenso devido a manobras da defesa de Flávio, que luta para conseguir direito ao foro. Até o momento Michelle não é investigada.

 O comentário mais recente do presidente sobre o dinheiro depositado para Michelle foi truculento: ele disse ter vontade de “encher de porrada” a boca do repórter que lhe questionou sobre o assunto, no domingo. A ameaça provocou uma avalanche de críticas nas redes sociais, que repetiram a pergunta do jornalista com um tuitaço indagando: “Jair Bolsonaro, por que Queiroz depositou 89.000 na conta da primeira-dama?”. Nesta segunda-feira o mandatário voltou a atacar a imprensa durante evento em Brasília, referindo-se aos jornalistas presentes como “bundões” que morreriam caso contraíssem a covid-19.

Os 89.000 reais depositados por Fabrício Queiroz e por sua mulher na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro são a ponta do iceberg de uma relação financeira obscura que envolve o clã do presidente da República e o ex-assessor parlamentar ligado a milicianos. Os depósitos para Michelle foram revelados pela revista Crusoé e pela Folha. Mas não é só isso: pagamento de boletos, parcela de apartamentos, mensalidades escolares e até plano de saúde são alguns dos favores feitos por Queiroz para familiares do presidente. No total, o valor repassado por Queiroz a parentes do mandatário pode chegar a quase 450.000 reais, e a origem do dinheiro ainda é um mistério: as autoridades acreditam que se trata de um esquema de rachadinha, uma prática ilegal que consiste no confisco de parte do salário de assessores ―algo que a família sempre negou. O caso é alvo de investigação pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, mas atualmente se encontra suspenso devido a manobras da defesa de Flávio, que luta para conseguir direito ao foro. Até o momento Michelle não é investigada.

 O comentário mais recente do presidente sobre o dinheiro depositado para Michelle foi truculento: ele disse ter vontade de “encher de porrada” a boca do repórter que lhe questionou sobre o assunto, no domingo. A ameaça provocou uma avalanche de críticas nas redes sociais, que repetiram a pergunta do jornalista com um tuitaço indagando: “Jair Bolsonaro, por que Queiroz depositou 89.000 na conta da primeira-dama?”. Nesta segunda-feira o mandatário voltou a atacar a imprensa durante evento em Brasília, referindo-se aos jornalistas presentes como “bundões” que morreriam caso contraíssem a covid-19.

Fonte: https://brasil.elpais.com.