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As vítimas são Carisval Mendes de Souza, 58 anos, e Antônio José Cardoso, 57 anos

(foto: Arquivo pessoal)

Foram 14 mortes de vigilantes, no total, de acordo com o sindicato da categoria. São, pelo menos, 135 infectados. Sindicato alerta para subnotificação.

O Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF) registrou mais duas mortes na categoria por covid-19. As mortes ocorreram na quinta (23/7) e na quarta-feira (22/7). As vítimas são Carisval Mendes de Souza, 58 anos, e Antônio José Cardoso, 57 anos. 

Carisval passou 10 dias internado no Hospital de Santa Maria. Natural de Paranaguá, no Piauí, o vigilante trabalhava na empresa Multserv e prestava serviço na Unidade de Internação de Santa Maria do Sistema Socioeducativo. Morador de Santa Maria, ele deixa a mulher. Antônio José Cardoso, morador do Vale do Amanhecer, em Planaltina, faleceu no Hospital Home, aos 57 anos. O corpo foi levado para ser velado e sepultado para sua cidade natal, o povoado de Coco dos Cardosos, em Parnarama, Maranhão

O sindicato contabiliza um total de 14 mortes e tem 135 casos registrados. No entanto, o diretor de imprensa e comunicação do Sindesv, Gilmar Rodrigues, alerta para a subnotificação de casos: "Estou monitorando os casos dos quais temos informação. Mas, de acordo com a letalidade da doença, se temos 14 mortes, teríamos que ter, no mínimo, 700 infectados". Dos casos que a instituição tem conhecimento, a maior parte está concentrada em Ceilândia (24), seguida de Samambaia (22) e Taguatinga (12).
De acordo com Rodrigues, a categoria não está recebendo nenhum apoio ao combate à doença do governo, tampouco das empresas onde os vigilantes trabalham. "É uma categoria de trabalhadores essenciais que tem estado na linha de frente, recebe todo mundo em hospitais, bancos. Mas só são tratados como trabalhadores essenciais para trabalhar; para receber tratamento de saúde, zero. Pelo contrário, tem empresa demitindo trabalhador infectado. E nós já cobramos demais testagem da Secretaria de Saúde e não tem jeito", critica.

Em nota, a Secretaria de Saúde disse que os testes são realizados nos profissionais e terceirizados que apresentam sintomas e, tão logo seja confirmada a doença, o profissional é afastado e cumpre a quarentena de 14 dias. Com informações do CB