Durante coletiva de imprensa, Delmasso destacou “repactuação” de tabelas com os prestadores de serviços, o que reduziu valores e, consequentemente, as despesas do plano

Em coletiva de imprensa virtual na tarde desta quarta-feira (29), foi apresentado o resultado de auditoria externa realizada nas contas do CLDF Saúde (Fundo de Assistência à Saúde dos Deputados Distritais e Servidores da CLDF – antigo Fascal). O balanço, apresentado por atuários de consultoria independente e por técnicos da Casa, revela um superávit de R$ 3,160 milhões entre janeiro de 2019 e meados deste ano.

“Esta é a primeira vez que a CLDF abre as contas do Fascal para a sociedade. Também temos publicado no Diário da Câmara Legislativa os resultados da gestão do plano, o que mostra nosso compromisso com a transparência”, afirmou o vice-presidente do Legislativo local, deputado Delmasso (Republicanos).

A partir da análise das receitas e despesas do plano de saúde, de 2019 a 2020, o atuário Dalmy Moreira Soares, da Wedan Consultoria, registrou ter havido redução nas despesas nos últimos períodos, acompanhada por incrementos nas receitas (mensalidades e coparticipações). “Isso tem reduzido a diferença entre os gastos assistenciais e a arrecadação”, frisou.

Delmasso aproveitou para destacar que as mensalidades dos beneficiários do CLDF Saúde foram reajustadas em 132% – o que, avalia o distrital, contribuiu para aumentar a receita do plano. Além disso, segundo informou, houve uma “repactuação” de tabelas com os prestadores de serviços, reduzindo os valores e, por consequência, diminuindo as despesas do plano.

Gestão

O vice-presidente da Casa voltou a defender a necessidade de 

Estatísticas

O relatório do cálculo atuarial divulgado nesta tarde revela estatísticas e o perfil dos associados ao Fascal. De janeiro de 2019 a junho de 2020, foi contabilizada uma média mensal de 5,4 mil usuários; dos quais 33% são titulares (servidores, comissionados e deputados); 20%, cônjuges; 35%, filhos e enteados, e 10%, pais/mães.

O levantamento mostra, ainda, as faixas etárias dos beneficiários, sendo que 23% têm 59 anos ou mais, e 20% têm entre 0 e 18 anos. Conforme Dalmy Soares, esse “equilíbrio” entre as faixas etárias é positivo, visto que as pessoas mais velhas costumam utilizar mais os planos de saúde, e os mais jovens quase não o fazem. O atuário destacou que os pais dos titulares (10% dos associados) respondem por 24% dos custos assistenciais.

As despesas assistenciais do CLDF Saúde somam uma média mensal de R$ 3,6 milhões – 40% gastos por titulares e 60% pelos dependentes.

Denise Caputo
Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa