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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018
ECONOMIA

Fim de revistas da Abril evidencia crise no mercado jornalístico

Publicada em 10/08/18 às 07:04h - 131 visualizações

por Portal de Noticias - Blog do Carlindo Medeiros


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 (Foto: Portal de Noticias - Blog do Carlindo Medeiros)

A crise no mercado jornalístico segue a passos largos. A Abril acaba de anunciar o fechamento de 11 revistas de uma vez só. Entre os títulos que deixarão de existir, estão publicações como "Veja Rio", "Casa Claudia", "Elle" e "Minha Casa". Estima-se que mais de 200 pessoas serão demitidas.

Em nota, a Abril explica que o fim dessas revistas se deve a um processo de restruturação, pelo qual a empresa manterá nas bancas "Veja", "Veja São Paulo", "Exame", "Quatro Rodas", "Claudia", "Saúde", "Superinteressante", "Viagem e Turismo", "Você S/A", "Você RH", "Guia do Estudante", "Capricho", "Mdemulher", "Vip" e "Placar", que vendem 5,2 milhões de exemplares nas versões impressa e digital.

Ao que parece, editoras e grupos de comunicação brasileiros ainda não descobriram a maneira correta para explorar o mundo digital. O jornal inglês "The Independent", um dos mais tradicionais do mundo, deixou de circular em papel há dois anos. A revista norte-americana "Newsweek" e o diário espanhol "El País" já anunciaram que migrarão totalmente para o meio digital. Esses são alguns exemplos de grandes publicações que já vislumbram não o futuro, mas o presente. 

Nativos digitais nascidos a partir de 1994, os jovens que compõe a geração Z não conheceram máquinas de escrever, telefones discados e muito menos a Barsa ou a Britannica. Os millenials não leem revistas e jornais em papel, mas sim em tablets e smartphones. Bancas de jornal soam como lugares exóticos para quem é natural encontrar tudo na ponta dos dedos.

Tal fenômeno não é novo e foi detectado na década passada. Portanto, já se sabe em qual ambiente de negócios editoras e empresas jornalísticas devem se situar. O problema é o modelo econômico a ser adotado. 

Aqui, a porca torce o rabo. Não existe um consenso se se deve cobrar por assinatura, se se exige que se pague por determinados conteúdos e deixar outros gratuitos, ou se simplesmente se libera todo o acesso às publicações. 

Já houve expedições a redações estrangeiras para saber como operam, se fundiram-se produto digital com impresso, se mantiveram-se como negócios separados e como cobram pela leitura. Até hoje, ninguém chegou a uma conclusão. O modelo de comercialização varia bastante, de forma que não existe fórmula de bolo pronta.

A evolução do mercado e da sociedade apontam para um modelo comercial pelo qual a remuneração pela venda de revistas e jornais venha da exploração de espaços publicitários nas publicações digitais — tal como sempre se fez no papel — através do Google ou meios próprios de arrecadação. Certamente, revistas como "Vejinha", "Minha Casa" e "Elle", que eram referência em seus segmentos, teriam seus cyberleitores. Seria uma questão de migração das rotativas impressas para sítios digitais, e de encontrar um modo de lucrar com a sua operação.

No fim, é assustador para jornalistas e demais profissionais envolvidos perceber que as cabeças pensantes que deveriam liderar esse processo não estão preparadas para este momento e que um mercado de trabalho inteiro — cada vez mais assolado por demissões em massa — está em risco e à mercê de humores e decisões empíricas num país que soma mais de 26 milhões de pessoas desempregadas, subempregadas ou que simplesmente desistiram de procurar trabalho. Com informações da rede social profissional www.linkedin.com/pulse/fim-de-revistas-da-abril-evidencia-crise-mercado-marcelo-dias

 




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